A Sociedade Internacional de Aids (IAS) anunciou, nesta segunda, dia 27, dois novos casos de possível cura do HIV. Com isso, o número de pessoas consideradas curadas ou que apresentaram remissão do vírus passou de 11 para 13, segundo levantamento da instituição.
Os dois pacientes interromperam o uso de medicamentos antirretrovirais e seguem sem carga viral detectável. Um deles está há 14 meses sem tratamento, enquanto o outro completou 12 meses sem o uso dos medicamentos. Ambos passaram por transplantes de medula óssea com doadores portadores da mutação genética CCR5-delta32, que dificulta a entrada das formas mais comuns do HIV nas células.
O primeiro paciente, de 21 anos, foi diagnosticado com HIV e leucemia em 2018 e recebeu um transplante de medula em 2020. Após a suspensão dos antirretrovirais, exames continuaram sem detectar o vírus ou células capazes de reiniciar a infecção. O segundo paciente também recebeu um transplante de medula de um doador com a mesma mutação genética e permaneceu com o HIV indetectável um ano após interromper o tratamento, embora tenha apresentado reativação da hepatite B.
O Ministério da Saúde orienta que a prevenção ao HIV inclui o uso de preservativos, da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). O tratamento é realizado com medicamentos antirretrovirais distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).