O Ceará liderou as exportações brasileiras de pescados no primeiro quadrimestre de 2026, com US$ 28,73 milhões em vendas de produtos como lagosta, camarão e peixes. O resultado reflete a expansão da cadeia produtiva, o aumento da presença em mercados internacionais e investimentos em infraestrutura logística.
Empresas instaladas no estado têm ampliado as exportações para países da Ásia, Oceania e América do Norte. A Compex Pescados, sediada em Fortaleza, exporta cerca de 3,5 mil toneladas por ano e atribui parte do desempenho à localização estratégica do Ceará e à estrutura disponível para o escoamento das cargas.
O setor também recebeu apoio do Governo do Estado durante o período de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos. Entre as medidas adotadas estão incentivos por meio do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), créditos de exportação e ações voltadas à manutenção da atividade econômica. A estimativa apresentada é de preservação de aproximadamente 100 mil empregos.
O crescimento das exportações impulsionou investimentos em logística, como a instalação de um terminal de cargas frias no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Com investimento de R$ 120 milhões, a estrutura permite armazenar produtos em temperaturas de até -25°C e ampliar a capacidade de movimentação de mercadorias refrigeradas e congeladas.
Representantes do setor e da Secretaria do Desenvolvimento Econômico afirmam que o Ceará ainda possui potencial para ampliar sua participação no mercado internacional. Entre as perspectivas está a abertura do mercado europeu e a continuidade das ações voltadas à atração de investimentos para a economia do mar.