O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural do Estado do Ceará (Coepa) reconheceu o Ofício das Rendeiras de Bilro do Ceará como Patrimônio Imaterial do Estado. A aprovação ocorreu durante reunião extraordinária realizada na quarta, dia 3, e marcou a inauguração do Livro de Registro dos Saberes do Patrimônio Imaterial do Ceará.
Durante a reunião, foi apresentado o dossiê conclusivo sobre a patrimonialização do ofício da renda de bilro, elaborado por técnicos da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult). Também foi exibido um documentário produzido em parceria com o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) sobre mestras da renda reconhecidas como Tesouros Vivos do Ceará.
Segundo a Secult, o processo contou com a participação das próprias rendeiras, que contribuíram com propostas para a preservação e continuidade da atividade. O pedido de registro foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros, que também sugeriram encaminhar ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a solicitação de reconhecimento do ofício como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
O registro integra as políticas de preservação do patrimônio cultural cearense e garante a documentação e valorização dos conhecimentos transmitidos entre gerações. O ofício das rendeiras de bilro torna-se o segundo bem cultural imaterial reconhecido pelo Coepa, após a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha, registrada em 2018.
De acordo com a legislação estadual, os bens imateriais podem ser inscritos em diferentes livros de registro, conforme sua natureza. O ofício das rendeiras passa a integrar o Livro dos Saberes, destinado a conhecimentos e modos de fazer tradicionais presentes no cotidiano das comunidades.