Brasil alcança pela 1ª vez patamar de muito alto desenvolvimento humano, diz PNUD

Relatório aponta melhora histórica e redução de desigualdades
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Foto: Tatiana Portela / PNUD

Educação foi a principal força de crescimento do IDHM brasileiro em 2024. IDHM Educação subiu de 0,679 (2012) para 0,798 (2024). Políticas sociais, como Bolsa Família, contribuíram para permanência escolar. População negra e regiões Norte e Nordeste registraram avanços acima da média. PNUD aponta educação como eixo estratégico para o novo ciclo de desenvolvimento.

O Brasil alcançou em 2024 seu maior nível de desenvolvimento humano e entrou pela primeira vez na faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, segundo o Radar IDHM do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O estudo aponta que a educação foi a dimensão que mais contribuiu para esse avanço, com crescimento do IDHM Educação de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.

De acordo com o relatório, os brasileiros estão estudando mais, permanecendo mais tempo na escola e atingindo níveis mais altos de escolaridade. O documento destaca melhorias tanto na frequência escolar quanto na formação da população adulta, resultado de décadas de expansão educacional em regiões historicamente vulneráveis. Partes desse avanço são associadas a políticas de inclusão social, como o Bolsa Família, que ampliaram a permanência escolar e reduziram o trabalho infantil. “O Brasil atingiu sua melhor marca, mas agora entra em um novo ciclo de desenvolvimento. É um desafio de país maduro, que exige enfrentar desigualdades históricas de raça, gênero e renda”, acrescentou Betina Barbosa.

O estudo também registra avanços expressivos na educação da população negra. O IDHM Educação desse grupo passou de 0,623 em 2012 para 0,770 em 2024. O percentual de adultos negros com ensino fundamental completo também aumentou, indicando ampliação do acesso educacional e redução gradual das desigualdades.

As regiões Norte e Nordeste tiveram crescimento acima da média nacional no componente educacional do índice. Estados que antes possuíam indicadores mais baixos avançaram rapidamente, aproximando-se do restante do país no acesso à educação e nas oportunidades.

O relatório afirma que o Brasil “apostou na educação” ao longo das últimas décadas e destaca que o novo ciclo de desenvolvimento dependerá cada vez mais de qualificação profissional, tecnologia, inovação e preparação da juventude para os desafios do século XXI. Mesmo após os impactos da pandemia, o país retomou a trajetória de crescimento, consolidando em 2024 seu melhor desempenho histórico no desenvolvimento humano.

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