Um estudo conduzido por especialistas da Universidade Federal do Ceará analisou o desempenho do capacete Elmo, dispositivo criado no Ceará durante a pandemia da Covid-19 para auxiliar pacientes com insuficiência respiratória sem necessidade imediata de intubação. A pesquisa foi publicada na revista científica Chest, referência internacional na área de pneumologia.
O levantamento avaliou 1.685 pacientes internados em estado grave e apontou que 63% não precisaram ser intubados após o uso do capacete. A mortalidade hospitalar foi de 24%, concentrada principalmente entre aqueles que evoluíram para a intubação endotraqueal.
O estudo também identificou fatores associados ao sucesso do tratamento. Pacientes mais jovens e com melhor oxigenação inicial tiveram maior chance de evitar a intubação. Já idade avançada, comorbidades e alterações laboratoriais foram relacionadas a maior risco de agravamento.
A análise considerou diferentes grupos de dados, como características clínicas, gravidade do quadro e resposta ao tratamento. Respostas fisiológicas positivas nas primeiras horas de uso do Elmo foram apontadas como um indicativo relevante de evolução favorável.