A morte do cachorro Orelha, ocorrida após agressão na Praia Brava, em Santa Catarina, no dia 4 de janeiro, segue em investigação pela Polícia Civil. O animal, considerado cão comunitário, foi atacado por quatro adolescentes e submetido à eutanásia no dia 5, devido à gravidade dos ferimentos.
Ao longo de janeiro, o caso teve novos desdobramentos. A polícia investiga suspeitas de coação de testemunhas por familiares dos adolescentes. Uma operação realizada em 26 de janeiro cumpriu mandados de busca e apreensão, resultando na coleta de celulares e outros dispositivos. Mais de 20 pessoas foram ouvidas, e 72 horas de imagens de câmeras públicas e privadas foram analisadas.
Os nomes dos adultos envolvidos não foram divulgados, mas a polícia informou que entre os parentes dos jovens há dois empresários e um advogado. Dois dos adolescentes viajaram aos Estados Unidos, conforme a polícia, em viagem previamente programada. Até o momento, não há registros de prisões, embora familiares tenham sido indiciados por coação.
O caso também inclui investigação sobre outro ataque, contra o cachorro Caramelo, que conseguiu escapar. Sobre possíveis responsabilizações, a polícia informou que adolescentes podem receber medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O episódio reacendeu o debate sobre a proteção de animais comunitários. Em Santa Catarina, foi aprovada a Lei nº 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário, garantindo cuidados e proteção a esses animais pela sociedade e pelo poder público.