As autoridades japonesas autorizaram a reativação da maior usina nuclear do mundo, que estava inativa desde o desastre de Fukushima. A decisão busca diversificar a matriz energética do país, diante da dependência de combustíveis fósseis.
A assembleia da província de Niigata aprovou um projeto de lei que permite à Tokyo Electric Power Company (TEPCO) reiniciar um de seus sete reatores na usina de Kashiwazaki-Kariwa. A TEPCO planeja reativar o reator n.º 6 por volta de 20 de janeiro. O Japão adotou uma abordagem cautelosa em relação à energia nuclear após o terremoto e tsunami que provocaram o derretimento do núcleo na usina de Fukushima Daiichi em 2011.
Desde o desastre, o país desativou todas as suas 54 usinas nucleares e, posteriormente, reiniciou 14 dos 33 reatores operacionais. A usina de Niigata será a primeira a reabrir sob operação da TEPCO. Segundo a empresa, inspeções e modernizações foram realizadas para aprimorar a segurança do local.
O governo japonês projeta reduzir custos energéticos e emissões, dobrando a participação da energia nuclear para 20% até 2040. O país também se comprometeu a atingir emissões líquidas zero até 2050, investindo em energia solar e eólica. A demanda energética tende a crescer devido à expansão de data centers.
Apesar das medidas de segurança anunciadas, pesquisas mostram resistência entre moradores locais, que apontam preocupações após Fukushima. Segundo levantamento da prefeitura de Niigata, parte da população afirma não acreditar que as condições necessárias para a retomada foram atendidas.