Projeto de Lei reconhece o Forró como Patrimônio Cultural do Ceará

Proposta na Assembleia Legislativa reforça importância do ritmo na identidade, economia e turismo do Estado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir, na próxima quarta-feira (9), com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, em Brasília. Este será o primeiro encontro entre os dois desde a eleição do líder indonésio, e integra a agenda bilateral entre os países no contexto do BRICS, cuja cúpula acontece nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro. Durante a reunião, Lula deve manifestar agradecimento ao governo da Indonésia pelo empenho nas buscas pela brasileira Juliana Marins, que morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, em junho. De acordo com o Itamaraty, ainda não há confirmação de que o tema será tratado formalmente, mas, se for citado, a fala será em tom de gratidão pelo apoio das autoridades locais. A programação oficial prevê cerimônia no Palácio do Planalto, encontro bilateral e uma declaração conjunta à imprensa. A reunião deve reforçar a parceria estratégica estabelecida entre Brasil e Indonésia desde 2008, com foco em áreas como segurança alimentar, energias renováveis, preservação ambiental, mudanças climáticas e defesa. Juliana Marins era natural de Niterói (RJ) e viajava pela Ásia desde fevereiro. Ela desapareceu em 20 de junho, após cair de uma encosta de cerca de 300 metros durante trilha no Monte Rinjani. O corpo foi encontrado quatro dias depois. O caso teve grande repercussão e mobilizou autoridades e redes sociais nos dois países.

Projeto de lei declara o forró como Patrimônio Cultural do Ceará. Iniciativa destaca valor cultural, econômico e turístico do gênero musical. Medida reforça reconhecimento nacional feito pelo Iphan em 2021.

A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) começou a tramitar, nesta quarta, dia 2, um Projeto de Lei que reconhece oficialmente o Forró como Patrimônio Histórico-Cultural e Imaterial do Estado. A proposta é de autoria do deputado Romeu Aldigueri, presidente da Casa, com coautoria do deputado Carmelo Neto.

De acordo com os parlamentares, o forró representa muito mais que um gênero musical: é uma manifestação cultural profunda da identidade nordestina, reunindo tradições da oralidade, dança, religiosidade, culinária, vestimenta e artesanato, com forte impacto na economia e no turismo regional.

A medida pretende reforçar o reconhecimento nacional concedido em 2021 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), quando o forró foi declarado Patrimônio Cultural do Brasil. Agora, o Ceará busca consolidar o valor do gênero musical em âmbito estadual.

Com a proposta, o Estado poderá desenvolver políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cultura do forró, como apoio a mestres da arte popular, incentivo à circulação de artistas, realização de festivais regionais e inclusão do tema na grade curricular das escolas da rede pública.

Durante entrevista à coluna Vertical, do jornal O POVO, Aldigueri defendeu que o forró é uma herança enraizada na história do Ceará, desde o período das Guerras Mundiais, e criticou a perda de espaço da música típica em festas tradicionais. Um segundo projeto de sua autoria prevê o ensino do forró como tema transversal nas escolas.

Tags:culturalForrópatrimonio

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